Orientações Pedagógicas


PLANEJAMENTO DE AULA

Várias escolas possuem diferentes modos de organizar o conteúdo didático. Muitas delas preferem trabalhar com métodos prontos, como as conhecidas “apostilas”. Outras preferem escolher separadamente o livro que será usado como base para cada matéria. O que é certo, é que nem sempre esses materiais podem suprir todas as necessidades do professor.
Cada classe possui uma personalidade, diferentes níveis de entendimento sobre certos assuntos, e alunos com dificuldades diversas. Sendo assim, o professor deve estar apto a formular um Plano de Aula satisfatório sempre que for necessário. À frente da classe, ele tem de ser capaz de perceber o que mais precisa ser trabalhado de forma diferente, nem que isso signifique fugir um pouco da programação do material “pré-formulado” dado pela escola.

Estrutura do plano
O profissional usufrui de uma grande liberdade na hora de montar um plano de aula. Contudo, há certos itens básicos que devem ser observados e merecem ser seguidos. Montamos, resumidamente aqui, um esquema dividido em quatro etapas:
  1. Escolher o tema da aula. Pois é a partir dele que todo o plano será elaborado.
  2. Definir o objetivo e as competências que deverão ser desenvolvidas nos alunos.
  3. Pesquisar os materiais que serão utilizados: livros, filmes, músicas, sites, sucata, tinta etc. Dependendo do nível da classe, uma bibliografia poderá auxiliar os alunos.
  4. Criar estratégias de como e quando cada material e/ou as informações serão apresentadas ou utilizadas, para que o objetivo - no item 2 – seja alcançado com sucesso. A estratégia deve ser elaborada de forma a manter a atenção e a motivação dos alunos durante toda a aula. Provocar debates e questionamentos para o bom desenvolvimento do tema e, se possível, aproximar os alunos de forma prática e interativa ao que está sendo estudado.



EDUCAR A AUTO-ESTIMA
ELOGIAR ANTES DE CRITICAR

Os objetivos desta técnica são: educar a emoção e a auto-estima, vacinar contra a discriminação, promover a solidariedade, resolver conflitos em sala de aula, filtrar estímulos, estressantes, trabalhar perdas e frustrações.
O elogio alivia as feridas da alma, educa a emoção e a auto-estima. Elogiar é encorajar e realçar as características positivas.
Como ajudar um aluno que falhou, agrediu, teve reações inadmissíveis? Um dos maiores segredos é usar a técnica do elogiar-criticar.
Primeiro elogie algumas características dele.
O elogio estimula o prazer, e o prazer abre as portas da memória. Momentos depois, você pode critica-lo e levá-lo a refletir sobre sua falha.
Criticar sem antes elogiar obstrui a inteligência, leva o jovem a reagir por instinto, como um animal ameaçado.


GERENCIAR OS PENSAMENTOS E AS EMOÇÕES

Os objetivos desta técnica é resgatar a liderança do eu, resolver a síndrome do pensamento acelerado, prevenir conflitos, proteger os solos da memória, promover segurança, desenvolver espírito empreendedor, proteger a emoção nos focos de tensão autocomiseração, o conformismo, a falta de garra para lutar são sérios obstáculos à superação de um transtorno emocional.
A tarefa mias importante da educação é transformar o ser humano em lider de si mesmo, líder de seus pensamentos e emoções.
Os professores fascinantes devem ajudar seus alunos a se libertar do cárcere intelectual. Independentemente da matéria que ensinam, devem mostrar , pelo menos uma vez, por semana, que eles podem e devem gerenciar seus pensamentos e emoções
Os professores fascinantes devem ajudar seus alunos a se libertar do cárcere intelectual.
Independentemente da matéria que ensinam, devem mostrar, pelo menos uma vez por semana, que eles podem e devem gerenciar seus pensamentos e emoções.
Já é tempo de previnirmos doenças emocionais entre os jovens, em vez de esperar para trata-las depois que elas afloram.

O termo avaliar tem sido associado a fazer prova, fazer exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. Nela a educação é imaginada como simples transmissão e memorização de informações prontas e o educando é visto como um ser paciente e receptivo. Em uma concepção pedagógica mais moderna, a educação é concebida como experiência de vivências múltiplas, agregando o desenvolvimento total do educando. Nessa abordagem o educando é um ser ativo e dinâmico, que participa da construção de seu próprio conhecimento. Nesse ponto de vista, a avaliação admite um significado orientador e cooperativo.

A avaliação do processo de ensino e aprendizagem, é realizada de forma contínua, cumulativa e sistemática na escola, com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, em relação à programação curricular . A avaliação não deve priorizar apenas o resultado ou o processo, mas deve como prática de investigação, interrogar a relação ensino aprendizagem e buscar identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades de uma forma dialógica. O erro, passa a ser considerado como pista que indica como o educando está relacionando os conhecimentos que já possui com os novos conhecimentos que vão sendo adquiridos, admitindo uma melhor compreensão dos conhecimentos solidificados, interação necessária em um processo de construção e de reconstrução. O erro, neste caso deixa de representar a ausência de conhecimento adequado. Toda resposta ao processo de aprendizagem, seja certa ou errada, é um ponto de chegada, por mostrar os conhecimentos que já foram construídos e absorvidos, e um novo ponto de partida, para um recomeço possibilitando novas tomadas de decisões.

A avaliação, dessa forma, tem uma função prognóstica, que avalia os conhecimentos prévios dos alunos, considerada a avaliação de entrada, avaliação de input; uma função diagnóstica, do dia-a-dia, a fim de verificar quem absorveu todos os conhecimentos e adquiriu as habilidades previstas nos objetivos estabelecidos. Para José Eustáquio Romão , existe também uma função classificatória, avaliação final, que funciona como verificação do nível alcançado pelos alunos, avaliação de output. Através da função diagnóstica podemos verificar quais as reais causas que impedem a aprendizagem do aluno. O exemplo classificatório de avaliação, oficializa a visão de sociedade excludente adotada pela escola.

A Lei 9.394/96, a LDB, ou Lei Darcy Ribeiro, não prioriza o sistema rigoroso e opressivo de notas parciais e médias finais no processo de avaliação escolar. Para a LDB , ninguém aprende para ser avaliado. Prioriza mais a educação em valores, aprendemos para termos novas atitudes e valores. A educação em valores é uma realidade da Lei 9394/96. A LDB, ao se referir à verificação do conhecimento escolar, determina que sejam observados os critérios de avaliação contínua e cumulativa da atuação do educando, com prioridade dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais (Art. 24, V-a). Devemos nos conscientizar que aspectos não são notas, mas sim, registros de acompanhamento do caminhar acadêmico do aluno. O educando, sendo bem orientado, saberá dizer quais são seus pontos fortes, o que construiu na sua aprendizagem o que ainda precisa construir e precisa melhorar.

Assim desenvolve a noção de responsabilidade e uma atitude crítica. Para isso é necessário criar oportunidades para que pratique a auto-avaliação, começando pela apreciação de si mesmo , de seus erros e acertos , assumindo a responsabilidade por seus atos. Daí, a necessidade de uma educação dialógica, abalizada na troca de idéias e opiniões, de uma conversa colaborativa em que não se conjectura o insucesso do aluno Quando o educando sofre com o insucesso, também fracassa o professor. A escola deve riscar do dicionário a palavra FRACASSO. A intenção não é o aluno tirar nota e sim "aprender", já que ainda existe nota, que ela possa ser utilizada realmente como um identificador para o professor da necessidade de retomar a sua prática pedagógica. A avaliação quando dialógica culmina na interação e no sucesso da aprendizagem pois o diálogo é fundamental, e o professor através dela se comunica de maneira adequada, satisfatória e prazerosa com o aluno.

Rever o ponto de vista de avaliação é rever certamente as concepções de ensino aprendizagem, de educação e de escola , apoiado em princípios e valores comprometidos com a instituição de aluno cidadão. Quando isso for colocado em prática a avaliação será vista como função diagnóstica, dialógica e transformadora da realidade escolar.
Referencial: ALVES, N. & GARCIA, R.L. (orgs.) O sentido da escola

Autora: Amelia Hamze
Profª FEB/CETEC e FISO

Requisitos pedagógicos para usar o datashow


Como qualquer recurso pedagógico “tradicional” que já usamos em nossas aulas e atividades, o uso do datashow envolve objetivos, planejamento, estratégias didáticas e avaliações. Para usá-lo é preciso ter:

  1. Um objetivo pedagógico claro: O que você quer que o aluno aprenda com essa aula? Que habilidades e competências serão trabalhadas?
  2. Uma justificativa didática: Porque o datashow vai possibilitar um melhor aprendizado em relação aos recursos “tradicionais”? Qual é o ganho didático?
  3. Um planejamento do uso: Quanto tempo vai durar a atividade? O que será mostrado, e de que maneira farei isso? Como vou conduzir a atividade?
  4. Uma avaliação da aprendizagem e do uso do recurso: Como vou avaliar os resultados da aprendizagem dos alunos? Como saberei se o uso do datashow foi realmente mais eficiente do que os métodos “tradicionais”?

Os objetivos pedagógicos podem ser os mais variados e geralmente estão relacionados aos “conteúdos” ou, melhor dizendo, às competências e habilidades que serão trabalhadas. Teoricamente todo professor é capaz de ter esses objetivos claros antes de realizar qualquer atividade.

A justificativa didática para o uso do datashow pode não ser “tão óbvia” quanto o objetivo pedagógico, pois escolher o uso do datashow, em detrimento de outros recursos “tradicionais”, envolve um certo conhecimento sobre as novas possibilidades que as TICs nos oferecem.

O planejamento da atividade demanda as mesmas habilidades que o professor já tem para planejar suas aulas “tradicionais” e requer, ainda, que o professor tenha uma boa idéia das facilidades e dificuldades que enfrentará ao usar o datashow (transporte, montagem, desmontagem, etc.), de forma que possa explorar os pontos favoráveis e minimizar os pontos desfavoráveis.

Por fim, a avaliação da aprendizagem também já é uma prática rotineira do professor, mas agora será preciso avaliar também se o uso do datashow promoveu, de fato, uma aprendizagem melhor, ou se não houve nenhum impacto na aprendizagem do aluno em comparação ao que era de se esperar usando os métodos “tradicionais”.

Tudo isso, da forma como foi dito acima, é muito vago e nos ajuda pouco. Para não cairmos na tentação de dizer que “cada professor saberá escolher seu caminho, definir suas prioridades, objetivos, estratégias, etc.”, como tantas vezes ouvimos quando nos falam do uso pedagógico das TICs, vamos explorar algumas possibilidades, a título de exemplo e, depois, veremos algumas sugestões de atividades.

Alguns exemplos de uso possível do datashow em

situação de aula

Geografia:
O professor de Geografia está trabalhando com mapas e localização em mapas. A ferramenta web 2.0 mais adequada para isso seria o Google Maps, onde ele pode localizar o próprio bairro da escola e mostrá-lo, tanto em fotografias aéreas tiradas por satélite quanto por meio dos mapas de ruas.
Google Maps
Usando o Google Maps no datashow
Uma imagem estática, como a acima, já é uma boa ajuda, mas usando o datashow e um notebook conectado à internet o professor pode explorar diferentes escalas, pode navegar por bairros da cidade, etc. Alternativamente o professor pode usar as imagens de satélite e explorar o relevo, a situação de ocupação do solo, a vegetação e a arborização dos bairros, etc. As possibilidades são muitas.
Entre uma “aula expositiva estática” e uma “aula expositiva dinâmica”, onde o aluno também pode opinar sobre o que deve ser mostrado, por exemplo, há um ganho pedagógico considerável sobre as aprendizagens possíveis.
Nesse exemplo (bem simples) o aluno também compreende que “pode fazer isso em casa”, descobre que esse recurso lhe dá diversas possibilidades de “descobrir o espaço onde vive” e toma conhecimento de uma ferramenta web 2.0. Além da aprendizagem específica da área de geografia, o aluno também aprende que no mundo onde ele vive hoje os mapas já não vêm enrolados em grandes papéis que o professor pendura na lousa.
História:
Digamos que o professor de história esteja trabalhando com o período do golpe/revolução de 64. Os livros didáticos trazem imagens sobre esse período e o professor tem um vasto conhecimento sobre o tema. Mas e se ele também tivesse vídeos, com sons e imagens da época? E se quisesse ilustrar a aula mostrando também alguma música da época e sua letra? E se quisesse transportar o aluno para o clima da época mostrando capas de jornais desse período?
Certamente o professor pode fazer tudo isso sem o datashow, mas poderá fazê-lo de forma bem mais simples e rica usando esse recurso. No Youtube ele encontrará diversos vídeos e músicas da época. Sites de jornais e revistas disponibilizam as publicações dessa época. Há sites onde se pode encontrar as letras de músicas, etc., etc. São muitas as possibilidades e elas dependem apenas de como o professor planeja sua aula. Daí a importância do planejamento e da preparação da aula.
Arte:
O professor está trabalhando com o movimento artístico do renascimento. Ele poderá usar o livro didático, onde certamente encontrará algumas obras, e poderá trazer (ou obter em sua escola) algumas pranchas com obras da época. Mas que tal visitar um museu estando na própria sala de aula?
O Google Art Project colocou 17 museus na internet usando sua tecnologia Street View, que permite andar pelas ruas como se estivesse nelas (disponível no Google Maps). Então, que tal levar seus alunos virtualmente para um passeio real no museu? É claro que entre as obras que o professor quer mostrar haverá muitas outras para serem vistas. Isso despertará a curiosidade dos alunos? Acrescentará algum valor extra à atividade? A resposta é um sonoro SIM!

Museu Virtual

Alguns museus virtuais expõem também suas esculturas em três dimensões. Em outros você pode encontrar imagens com boa resolução, onde se pode fazer ampliações na tela que permitem visualizar os detalhes das pinceladas do artista.
É claro que os alunos podem visitar sozinhos os museus virtuais se o professor lhes fornecer alguns links da internet e se eles tiverem acesso aos computadores e à internet em casa ou na escola, mas uma “visita orientada” pelo próprio professor pode ser um excelente recurso para introduzir o aluno no mundo da arte e despertar sua sensibilidade para a apreciação das obras. Isso é possível se o professor fizer essa “primeira visita orientada” usando um datashow e um notebook conectado à internet.



Como é feita uma história em quadrinhos

A produção de histórias em quadrinhos envolve várias fases, cada uma com suas características e possibilidade de uso em sala de aula. Num primeiro momento é elaborado um roteiro. Em algumas situações, é comum essa fase ser antecedida por uma discussão a respeito da história. No roteiro são especificados a ação e os textos, incluindo os diálogos e as legendas (são o texto narrativo, que geralmente aparecem em balões quadrados), já dividindo a história em páginas e quadrinhos. O roteiro de quadrinhos geralmente segue uma estrutura parecida com a um roteiro de cinema ou de televisão. No alto, coloca-se o título, abaixo o nome do roteirista. A seguir, coloca-se a descrição dos quadrinhos com seus respectivos diálogos e textos.
Um exemplo básico de roteiro:
MUNDO DRAGÃO

HISTÓRIA DE GIAN DANTON

PÁGINA 1

QUADRO 1 - Lia, Bruno e JR estão se aproximando de uma casa abandonada.

TEXTO: A aventura começou no dia em que JR chamou os amigos para conhecerem uma casa abandonada.

LIA: Ei, JR! Tem certeza de que não é perigoso?

BRUNO: Claro que não, Lia. Só vou mostrar uma coisa que descobri...

Como se pode ver no exemplo acima, o roteiro apresenta uma visão completa de como será a história, quadro a quadro. Além da descrição, todo o texto e os diálogos já aparecem no roteiro.
Algo importante a se dizer sobre o roteirista é que ele deve ter pleno domínio da língua portuguesa, além de dominar várias outras áreas do conhecimento. Uma história em quadrinhos pode exigir conhecimentos de história, geografia, física, biologia, psicologia e várias outras áreas. Bons roteiristas de quadrinhos costumam ser leitores vorazes, que devoram tudo que lhes cai nas mãos, de revistas de geografia a publicações políticas.
Pronto o roteiro, ele é repassado ao desenhista, que faz os traços a lápis. Habitualmente este repassa a outro artista, chamado arte-finalista, que cobre de tinta preta os contornos. Se a histórias for colorida, ela geralmente é repassada a outro profissional, o colorista. Quem coloca o texto nos balões é o letrista. Hoje em dia boa parte desse processo de colorização e letreiramento é feito no computador.
Pronta a história, ela é repassada ao editor. Ele é o grande responsável por dar a cara da revista, escolhendo a capa, respondendo as cartas dos leitores, inserindo os anúncios e, se for o caso, escrevendo textos explicativos sobre a história. O editor repassa para a gráfica, que imprime, monta e grampeia as revistas, e para a distribuidora, que envia as revistas para as bancas.
Este é um esquema de uma história comercial. Há muitos autores que controlam todo o processo, fazendo do roteiro à distribuição de suas histórias. Esses autores geralmente publicam suas histórias em fanzines, feitos em fotocópias. Outros montam uma pequena gráfica em casa e fazem todo o processo artesanalmente, vendendo suas revistas pelo correio, pela internet, ou em filas de cinema ou teatro.

Alguns elementos das histórias em quadrinhos

As histórias em quadrinhos envolvem uma linguagem complexa, que foi se aperfeiçoando ao longo de mais de um século de existência dessa arte. Esses elementos e sua simbologia são tão importantes que, para quem não está acostumado com ele, pode ser até impossível entender a história.
Quadro - Também chamado de requadro ou cercadura, é o espaço no qual acontece uma ou mais ações. Nos EUA usa-se geralmente um máximo de seis quadros por página, mas alguns autores contemporâneos preferem o formato clássico de nove quadros por página (usado, por exemplo, em Watchmen). Na Europa, onde sao comuns revistas de tamanho maior, esse número pode dobrar. A disposição dos quadros na página pode facilitar ou dificultar a leitura (lembre-se que no ocidente lemos da esquerda para a direita e isso deve ser respeitado nas HQs). Além disso, a disposição dos quadros cumpre a função de dar dinamismo às seqüências.
Balão - É onde ficam as falas dos personagens. O balão normalmente é arredondado, com um rabicho que indica quem está falando. O texto narrativo é colocado em um balão quadrado. O balão não só expressa quem está falando, como pode expressar o humor da pessoa. Assim, um balão pode expressar susto, grito, medo, frieza e até amor (é o caso de um balão no formato de coração). Incentive seus alunos a descobrir vários tipos de balões e a criar seus próprios balões.
Metáforas visuais - Quando o personagem está nervoso, sai uma fumacinha da cabeça dele. Quando alguém está correndo muito rápido, aparecem vários traços paralelos para demonstrar seu deslocamento. Essas metáforas visuais são usadas pelos quadrinistas para transmitir situações da história sem necessitar utilizar o texto. Incentive seus alunos a criar metáforas visuais para várias situações. Por exemplo, como seria a metáfora visual para alguém triste? Que tipo de metáfora visual poderia demonstrar que alguém está pensando em dinheiro?
Onomatopéias - Expressam o som dos objetos e permitem que o leitor "ouça" o som das coisas. Durante muito tempo os brasileiros tentaram imitar as onomatopéias norte-americanas, mas hoje a tendência é criar palavras locais. Leve vários objetos para a sala de aula e incentive seus alunos a criar onomatopéias para eles. Por exemplo, como seria possível escrever o som de uma régua batendo no quadro? Como é o som de um cofrinho cheio de moedas sendo balançado?


50 IDEIAS

                PARA SER UM PROFESSOR EFICIENTE
Para ser um professor eficiente, não basta ter boa vontade. É preciso estudar muito e sempre, dedicar-se, planejar e pensar em diferentes estratégias e materiais para utilizar nas aulas. Para levar todos a aprender, é essencial ainda considerar as necessidades de cada um e avaliar constantemente os resultados alcançados. Seu desempenho, no entanto, só será realmente bom se você conhecer o que pensam os alunos e considerar que as famílias são parceiras no processo de ensino.
Confira as ações propostas.

1. Adapte o currículo da rede à realidade
Um plano de trabalho anual baseia-se no projeto pedagógico e deve estar de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos da instituição.

2. "O trabalho em classe depende do que é feito antes e depois dele. Por isso, estude o assunto e pense nas melhores maneiras de ensiná-lo. Crie as condições para a aprendizagem.

3. Administre bem o horário de trabalho.
Distribuir os conteúdos pelo tempo das aulas é complicado. Para determinar as atividades prioritárias, baseie-se na experiência de anos anteriores e na de colegas. Pense na quantidade de horas que você vai dedicar aos estudos, à elaboração das aulas e à correção de tarefas.

4. Antecipe as respostas dos alunos.
Cada problema proposto por você provoca um efeito no grupo. Os alunos podem apresentar respostas e dúvidas variadas e seguir estratégias diversas de resolução. Antes de iniciar a aula, pense em intervenções que colaborem para todos avançarem em relação ao conteúdo tratado.

5. Selecione os recursos para cada atividade
Tudo o que será usado na aula precisa ser preparado com antecedência. Desse modo, todos terão à disposição os recursos mais adequados e úteis para a realização das diferentes tarefas.
6. Reorganize a sala de acordo com a tarefa
A adequação do ambiente é o primeiro passo para um trabalho produtivo. Por isso, deixe-o arrumado de forma compatível com a atividade a ser realizada.
7. Aproveite todo o material disponível
8. Não tranque os livros no armário
Obras de diferentes gêneros que compõem o acervo da escola precisam ficar disponíveis para consulta ou leitura por prazer. Coloque-as em uma sala de fácil acesso ou na própria classe, em prateleiras ou caixas à vista. Isso incentiva o hábito da leitura e o cuidado no manuseio das publicações.

9. Manter os trabalhos dos alunos expostos faz com que aprendam a apreciar e valorizar o que é do outro e acompanhar o que foi feito por todos.
10. Peça ajuda para arrumar os espaços
Ao terminar uma atividade, a responsabilidade por organizar a sala pode ser dividida com toda a turma.

11. Transgrida e mude sua prática
Experimente novos materiais, varie o tipo de atividade e reveja estratégias constantemente.

12. Exponha a rotina diariamente
É essencial mostrar o que você vai ensinar, explicitando os objetivos, o conteúdo tratado, em quanto tempo isso vai se dar e como será a dinâmica.

13. Negocie acordos com a garotada
Apenas exibir o regulamento que deve ser seguido na escola não convence crianças e jovens e, por isso, não funciona. Os famosos combinados também só são bem aceitos quando feitos coletivamente e não impostos por você de maneira disfarçada. Assim todos veem sentido nas regras e passam a adotá-las.

14. Tenha interesse pelas ideias dos estudantes
Ao propor atividades instigantes, em que são levantadas hipóteses, conheça o pensamento de cada um. O que eles dizem sobre aquele assunto? Esse conhecimento é fundamental para conduzir a aula. Em vez de apenas corrigir erros, encaminhe o raciocínio dos alunos para que solucionem o problema.

15. A lição de casa deve ser um momento individual de estudo, descoberta e reflexão.

16. Enriqueça seu trabalho com as parcerias
Se sua escola tem acordos com outras instituições, utilize os recursos disponibilizados por elas da melhor forma possível.

17. Ao formar grupos, junte saberes diversos
Seu papel na divisão da classe para atividades em equipe é fundamental. Considere muito mais do que afinidades e reúna aqueles com conhecimentos diferentes e próximos, que têm a aprender e ensinar. Explique que todos precisam atuar juntos para trocar informações, o que é diferente de cada um fazer uma parte da tarefa e juntar tudo no fim.
18. Acompanhe quem tem mais dificuldade
Não existem turmas homogêneas. Para atender os estudantes com diferentes graus de desenvolvimento, são necessárias estratégias variadas. Pense, com antecedência, em atividades que podem ser mais adequadas e desafiadoras para aqueles que não estão no mesmo nível da maioria.

19. Considere e valorize as competências

20. Valorize sua relação com a criança que tem algum tipo de deficiência para reconhecer suas necessidades: nada substitui o vínculo e o olhar observador.

21. Fique atento à experiência de todos
Em uma sala de aula, cada um tem uma história, vem de uma família diferente e tem uma bagagem de experiências culturais. Valorize essa.

22. Crie um ambiente de aceitação
Seu papel também é garantir que se estabeleçam relações de confiança e respeito. Por isso, torne constantes as propostas que proporcionam a cooperação, a amizade, o respeito às diferenças e o cuidado com o outro.

23. Dê o exemplo e não se omita no dia a dia
Assistir a uma situação em que ocorrem desrespeito ou preconceito sem reagir não condiz com o trabalho docente. Destaque os comportamentos éticos e não deixe que outro tipo de relação faça parte da rotina da escola.

24. Faça sempre o diagnóstico inicial
Antes de ensinar um conteúdo, faça o diagnóstico. Ele é uma ferramenta rica para registrar em que nível cada um está e o que falta para que os objetivos propostos sejam alcançados.

25. Diga ao aluno o que espera dele
Os critérios de avaliação devem estar sempre claros. Só quando o estudante sabe os objetivos de cada atividade e o que você espera, ele passa a se responsabilizar pelo próprio aprendizado.

26. Documente os trabalhos significativos
Registrar as atividades e guardar as produções mais relevantes é importante para analisar o percurso de cada um e o que foi vivido em sala.

27. Avalie o potencial de aprendizagem
Ao desafiar os jovens com questões sobre o que ainda não foi visto em sala, você analisa o percurso que estão construindo e a relação que fazem entre o conhecimento adquirido e informações novas.

28. Compartilhe os erros e os acertos
O principal objetivo das avaliações não deve ser atender à burocracia, ou seja, determinar as notas a ser enviadas à secretaria. A função delas é mostrar a você e à meninada o que foi aprendido e o que ainda falta. Por isso, compartilhe os resultados pontuando os erros e mostrando como podem ser revistos.

29. Na hora de avaliar, note três aspectos: o avanço de todo o grupo, as mudanças de cada estudante e o aprendizado dele em relação à turma.

30. Use a avaliação para mudar o rumo Propostos durante todo o ano, provas, seminários, relatórios e debates mostram o que a garotada aprendeu ao longo do processo. Essas ferramentas só são úteis quando servem para você redirecionar a prática e oferecer pistas sobre novas estratégias ou como trabalhar conteúdos de ensino.

31. Reflita sobre sua atuação para melhorarA autoavaliação é preciosa para ajudar a perceber fragilidades. Todos os dias, ocorrem situações que permitem repensar o trabalho em sala e o contato estabelecido com a equipe e a família dos alunos. 
32. Paute as reuniões com os paisOs assuntos tratados em cada encontro devem ser determinados de acordo com o que está sendo desenvolvido naquele momento com os alunos.


33. Faça parcerias com os responsáveisA reunião de pais não é o momento de críticas, mas de favorecer a participação e a parceria deles com você. Para isso, diga como a escola vê o processo de aprendizagem e mostre a produção dos alunos.

34. Informe-se sobre os familiaresDurante as reuniões, peça que os pais se apresentem e digam o que fazem.


35. Muitos pais não se manifestam nas reuniões porque não sabem quais são os objetivos da escola. Quando o professor apresenta informações como essas, a participação aumenta.


36. Resolva as questões recorrentesAs reclamações citadas com frequência pelos pais devem, sempre que possível, ser levadas em conta para que sejam solucionadas rapidamente. Dar atenção às falas legitima a participação deles.


37. Olhe para o entorno e participeLevando em conta as características e as necessidades da comunidade em que está inserida a escola, proponha maneiras de organizar ações com o objetivo de alcançar o bem-estar.


38. Planeje com a ajuda dos colegasUma aula só é boa se é bem preparada. Aproveite o horário de trabalho pedagógico coletivo para isso. Você pode compartilhar ideias, articular conteúdos e planejar projetos em conjunto, medidas indispensáveis para construir uma escola de qualidade.




39. Recorra ao coordenador pedagógicoPara pensar as avaliações, dar ideias sobre materiais de uso em sala ou como trabalhar determinado conteúdo, o coordenador pedagógico é um parceiro. Convide-o a observar as aulas e indicar atividades e formas de aprimorar sua relação com o grupo.






40. Discuta sobre o ensino e a aprendizagemAo trocar ideias com outros professores, dê menos ênfase às questões de comportamento dos estudantes e mais às relativas à aprendizagem.

41. Priorize as relações profissionais Uma boa convivência entre os colegas de trabalho deve ser pautada pelo conhecimento, pela colaboração e pela cooperação.


42. Tanto professores mais experientes como profissionais mais jovens podem ser seus parceiros. Respeite as opiniões deles


43. Identifique e supere suas dificuldadesO primeiro passo para buscar mudanças é determinar suas falhas. Invista no que pode ser aperfeiçoado.


44. Mostre seu trabalho em outros lugaresDepois de organizar suas produções, compartilhe-as com os colegas. Conte a eles o desempenho das classes e o resultado das atividades.

45. Aprenda com a prática dos outros Os cursos de formação são os momentos mais ricos para conhecer educadores. As experiências trazidas por eles podem enriquecer seu repertório, ajudando a lidar com diferentes situações.


46. Continue os estudos para crescer sempreFaz parte do trabalho docente pesquisar e ficar em dia com o que há de novo na área.

47. Use a tecnologia para ensinarMuitos jovens devem ter melhor domínio do computador do que você. Procure capacitação para incorporar recursos que aprimorem o ensino da disciplina que você leciona.


48. Assista a palestras sobre sua áreaPara conhecer resultados de uma nova pesquisa, se aprofundar em algum assunto e ampliar um saber, assistir a palestras é uma boa opção.

49. O professor é alguém inspirador, seguido pelos alunos. Por isso, seja uma pessoa melhor ao diversificar seus interesses e conhecimentos e observar o mundo.


50. Procure planejar seu futuroFaça uma ampla pesquisa para acertar nas mudanças, alavancar sua carreira e se tornar um professor melhor.




































































































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Maquetes com a Prof. Maria

Maquetes com a Prof. Maria
Todo conteúdo trabalhado com a prática e a vivência do aluno torna-se atraente e de melhor entendimento. Assim como outros assuntos vistos na escola, o Sistema Solar é um pouco complexo para ficar apenas na teoria, então a Professora Maria propôs a construção de maquetes.

O que significa a escola na vida do adolescente?

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O ano de 2012 se encerra com uma ação solidária. Alunos, Pais e professores da escola Coronel foram mobilizados pelo projeto Natal Solidário. O objetivo maior foi vivenciar a cidadania por meio da participação social. A professora Raquel ensaiou um lindo coral natalino que se apresentou no Lar da Esperança. A visita ao Lar contou com a presença de um mini Papai Noel que presenteou todas as crianças. Uma alegre tarde com pula-pula, música, bolo e muito amor!

Nós Gostamos da nossa escola!

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Bom Professor X Professor Fascinante

1- Bons professores são eloqüentes, professores fascinantes conhecem o que está por detrás das palavras.
2- Bons professores possuem metodologia, professores fascinantes possuem sensibilidade.
3- Bons professores educam a inteligência lógica, professores
fascinantes educam a emoção.
4- Bons professores usam a memória como deposito
de informações, professores fascinantes usam-na como suporte da arte de pensar.
5- Bons professores são mestres temporários, professores fascinantes são mestres inesquecíveis.
6- Bons professores corrigem comportamentos, professores fascinantes ajudam a resolver conflitos em sala de aula.
7- Bons professores educam para uma profissão, professores fascinantes educam para a vida.
Augusto Cury

Dia "D" - A autoavaliação é a escola olhando para ela mesma e tentando melhorar.

Dia "D" -  A autoavaliação é a escola olhando para ela mesma e tentando melhorar.
O dia "D" tem como objetivo olhar para o trabalho desenvolvido na unidade e traçar planos de ação, priorizando e identificando aspectos que demandam mais atenção na rotina escolar. Sob a liderança da Diretora Simone, contamos com a presença da Equipe Gestora, do Grêmio Estudantil, APM, Conselho de Escola e Funcionários.

Fato inédito foi a votação eletrônica. nas eleições para o Grêmio Estudantil.

Fato inédito foi a votação eletrônica. nas eleições para o Grêmio Estudantil.
A novidade deste ano foi o sistema de votação, alunos votaram em uma urna eletrônica, simulando os mesmos procedimentos de uma urna eleitoral. Acreditamos que estamos preparando cidadãos para o futuro, pois o grêmio estudantil é um órgão máximo de representação dos estudantes da escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades. Um dos seus principais objetivos é levar os alunos a participar cada vez mais das atividades de sua escola. O evento se realizou nas dependências da escola e contou com o apoio da Supervisora Valéria Galdeano, da Direção, Professores, Funcionários e Alunos.

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO. Microsoft PowerPoint

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O compromisso com a aprendizagem de todos os alunos só se efetiva com uma escola que aprende, que oportuniza e potencializa espaços de formação condizentes com as necessidades de todos os sujeitos aprendizes. O conceito de escola que aprende, assumido aqui no Coronel, é o de que todos os atores do espaço escolar estão diretamente envolvidos com a construção de saberes para si e para os demais. Os espaços de formação da escola que aprende (ATPC, Reuniões Pedagógicas, Conselhos de Classe e Série, Reuniões de Planejamento) devem garantir a problematização sobre “como aprendem os que ensinam?” com a finalidade de refletir sobre a construção dos saberes profissionais necessários aos educadores que se comprometem com a aprendizagem de todos os alunos. Só aprendem a ensinar aqueles que aprendem a aprender.

É PROIBIDOO USO DE CELULARES, MP4 E SIMILARES DENTRO DA SALA DE AULA, CONFORME LEI ESTADUAL N º12.7

É PROIBIDOO USO DE CELULARES, MP4 E SIMILARES DENTRO DA SALA DE AULA, CONFORME LEI ESTADUAL N º12.7
Se o professor flagrar o aluno estará sujeito às penalidades previstas no Regimento Escolar.

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